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Os números de adultos obesos no Brasil aumentam a cada ano. Dados de 2015 da Vigitel (Vigilância de fatores de risco e proteção para Doenças Crônicas por inquérito telefônico) mostram que mais da metade dos brasileiros estão com sobrepeso. Em busca pelo emagrecimento, muita gente acaba sendo imprudente e optando pela cirurgia bariátrica.
Não é à toa que este tipo de procedimento aumentou 7,5% em 2016 em comparação com o ano de 2015, despertando o interesse e dúvidas de muitas pessoas.
Visando esclarecer sobre o universo da cirurgia bariátrica, Dr. Ricardo Staffa, especialista e Membro Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva, e gastroenterologista da Clínica GastroInclusive, preparou cinco dicas que toda pessoa que vai se submeter a uma cirurgia bariátrica precisa saber sobre o procedimento.

1. O que é? A cirurgia bariátrica compreende diversos tipos de procedimentos operatórios, com base da redução do estomago e, consequentemente, na sua capacidade de ingestão e armazenamento de alimentos, que levam o indivíduo a emagrecer de forma rápida e em grande volume.

2. Os tipos de cirurgias bariátricas mais conhecidos são:

Restritivas: diminuem o tamanho da capacidade do estômago, pela retirada de parte do órgão ou por colocação de próteses. Exemplos: Banda Gástrica Ajustável, balão intragástrico e a Gastroplastia Vertical ou “Sleeve Gástrico”.
Mistas: Mistura de procedimento de redução do tamanho do estômago e de desvio do trânsito intestinal, ocasionando a redução da ingestão e a diminuição da absorção dos alimentos.

3. A cirurgia oferece riscos como de qualquer outro procedimento operatório. O índice de complicações severas, que podem requerer alguma intervenção, como tratamento clínico ou mesmo reoperações, é em torno de 1 a 2%. Essas complicações estão mais associadas à presença de doenças associadas, como diabetes, hipertensão, apneia do sono, entre outras, que devem ser equilibradas antes do procedimento.

4. A cirurgia bariátrica não cura a obesidade de forma isolada. A obesidade é uma doença crônica, com origem em diversos fatores, os quais precisam ser manejados em conjunto, por toda a vida do paciente. Por isso, é importante uma investigação profunda do indivíduo antes do procedimento, ponderando as mudanças associadas à cirurgia e a capacidade do paciente de aderir a elas no pós-cirúrgico.

5. O tratamento não termina na mesa cirúrgica. O procedimento cirúrgico é apenas uma parte do tratamento. O que vai resultar na manutenção da perda de peso é o comprometimento do paciente, que deve seguir com a adoção de hábitos saudáveis, alimentação balanceada, prática de atividade física e seguir com acompanhamento com psicólogo, para entender seu novo corpo e se adaptar a ele, e com endocrinologista e nutricionista, para seguir com a dieta e suplementação necessárias.

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